Família Oliveira

Família Oliveira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

PASSOS





Existe sempre um primeiro passo
para perdoar, para amar, para abraçar...
Dá-se o primeiro passo também
para errar, para ofender, para magoar.

É neste exato momento que precisamos observar
quais destes passos realmente valem a pena.
Talvez um novo amor, uma nova aventura,
ou mesmo um novo desafio.

Se valerem a pena, por que não?
Por que não se arriscar, avançando em direção ao ideal?

Mas se no fim das contas, a avaliação for negativa,
o melhor mesmo é não andar.
Nenhum passo deve ser dado,
pois é preferível ficar parado a andar na direção errada.
Isto é perder-se.

AMOR É...




Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém capaz de nos transformar no melhor que podemos ser.

Nunca diga "te amo" se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

O amor não te faz dizer "A CULPA É", mas te faz dizer "ME PERDOE".
Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar.
Como diz o ditado: um casal feliz é aquele feito de dois bons PERDOADORES.
A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos;
mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

Um coração partido dura o tempo que você desejar que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir.
Um coração partido sente saudades, mas não permita que ele chore para sempre.
Permita-se rir e conhecer outros corações.
Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL!



Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Vinícius de Moraes



FELIZ DIA DO AMGIO!!!

SAUDADE



Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam- se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada,
Se ele tem assistido as aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial,
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier,
Se ela continua preferindo suco,
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor.
Se ele continua cantando tão bem, Se ela continua detestando o MCDonald's,
Se ele continua amando,
Se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como freiar as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


Miguel Falabella